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Terça, 17 Dezembro 2013 21:41

PF prende políticos por fraudes em obras em Três Corações, MG Destaque

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Operação da Polícia Federal prende políticos em Três Corações Operação da Polícia Federal prende políticos em Três Corações (Foto: Divulgação Polícia Federal)

Entre presos estão secretários, ex-prefeito e vice da última legislatura. Casa do Pelé, inaugurada em 2012, é um dos alvos da operação.

 

 

Uma operação da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (17) em três cidades do Sul de Minas. Pelo menos 37 mandados de prisão foram cumpridos. As principais ações aconteceram em Três Corações (MG), onde políticos da última administração foram presos. O motivo da operação, segundo a PF, é a existência de uma rede de corrupção e desvio de verbas públicas na prefeitura do município.

Entre os presos e conduzidos conforme a PF, estão 12 secretários do mandato anterior e o vice da administração passada. A Polícia Federal também tem um mandado de prisão contra o ex-prefeito de Três Corações, Fausto Ximenes, que até o início da tarde ainda não havia sido encontrado. Dentre as irregularidades descobertas está a reforma da "Casa Pelé", a promoção do "Três Corações Rodeio Show", a compra de medicamentos com sobrepreço e fraudes em licitações para aquisição de merenda escolar.

Ao todo foram cumpridos 37 mandados de prisão temporária, 20 de condução e 75 de busca e apreensão em diversos pontos nas cidades de Três Corações, Lavras (MG), Varginha (MG), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). A operação foi chamada de "Metastase 57". O nome faz referência à proliferação da corrupção e o número 57 é o número do prédio da Prefeitura de Três Corações.

Delegados da Polícia Federal se reúnem para coletiva de imprensa em Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)Delegados da Polícia Federal se reúnem para coletiva de imprensa em Varginha (Foto: Samantha Silva / G1)
 
Ainda segundo a PF, as investigações teriam começado no início de 2012 devido a irregularidades nas prestações de serviços públicos em Três Corações entre os anos de 2009 e 2012. Foram analisados 100 contratos, totalizando mais de R$ 30 milhões de prejuízo ao erário, distribuídos em doze diferentes áreas, como limpeza urbana, transporte público e construções diversas.

Casa do Pelé

Um dos alvos da operação, a réplica da casa onde Pelé viveu durante a infância, foi inaugurada em 23 de setembro de 2012. A obra custou cerca de R$ 200 mil com recursos do governo federal e da prefeitura do município. Na ocasião,o Rei Pelé esteve na cidade para visitar a casa e levou uma multidão para as ruas.

Pelé visitou réplica de casa onde viveu, alvo de operação da PF (Foto: Divulgação Polícia Federal)Pelé visitou réplica de casa onde viveu, alvo de operação da PF (Foto: Samantha Silva / G1)

A réplica da Casa de Pelé foi construída no mesmo local onde ficava a casa onde o Rei do Futebol viveu durante a infância.

Outra operação em setembro

No dia 9 de setembro, a Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal fez uma operação em várias cidades de Minas Gerais com o objetivo de desarticular uma organização que desviava recursos públicos a partir de fraudes em processos licitatórios. Entre os municípios investigados, estava Três Corações, onde foram cumpridos mandados na prefeitura municipal e na casa do ex-prefeito Fausto Ximenes, que já governou o município em duas oportunidades. O ex-prefeito foi levado para a delegacia da Polícia Federal, em Varginha, para prestar esclarecimentos e negou qualquer tipo de irregularidade durante o período em que governou a cidade.

Conforme a PF, a "Operação Esopo" cumpriu 101 mandados, sendo 44 de busca e apreensão, 20 de sequestro de valores, bens e imóveis, 25 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa formada por uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), empresas, pessoas físicas e servidores públicos de alto escalão, além de agentes políticos, fraudava processos licitatórios para a prestação de serviços com valores superfaturados ou que sequer eram executados. A polícia acredita que o esquema tenha movimentado mais de R$ 400 milhões.

Fonte: Do G1 Sul de Minas

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